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Este é um espaço de manifestações da comunidade da Faculdade de Medicina da USP, do Hospital das Clínicas e do Hospital Universitário

Passado e presente

Se você é aluno(a) ou ex-aluno(a) da graduação ou pós-graduação, professor(a) ou ex-professor(a) da FMUSP  (cursos de Medicina, Fonoaudiologia, Fisioterapia e Terapia Ocupacional), residente  ou ex-residente, profissional do HC ou HU - assine este manifesto

VEJA QUEM JÁ ASSINOU

Rita de Cassia Lopes Dantas
Roberta Karla Barbosa de Sales
Roberto Gouveia
Roberto Kazuyoshi Watanabe
Roberto Tykanori Kinoshita
Rodrigo Diaz Olmos
Rodrigo Eboli da Costa
Rodrigo Florêncio Echeverria
Rodrigo Torres Scabello
Ronaldo Rangel Travassos Jr
Rosalia Amalia Romano
Rosana Kafka
Rosana Machin
Rosangela Ogawa
Roseli Esquerdo Lopes
Rosely Patzina
Rosemary de Arruda Pozzi
Rosilda Antonio
Rosilene de Melo Menezes
Rosângela Saad Pereira
Rosé Colom Toldrä
Rubens Kon
Ruth Moreira Leite
Ruy Fernandes Rodrigues Lopes
Sabrina Corrêa da Costa Ribeiro
Sandra Maria Alvarenga Anti Pompeu
Sandra Maria Galheigo
Sandra Merlo
Sandra Regina Borges Martins Herscu
Sandra Renata Tuma
Sandra Taglieri
Selma Lancman
Sergio Keidi Koday
Sergio Seiji Komessu
Shoshana Rapoport Furtado
Silvia Helena Vilela Callas
Silvia Nunes Szente Fonseca
Silvia de Oliveira Sampaio
Simone Andrade Lotufo Cintra Ferreira
Simone Rocha Figueredo
Solange Teixeira de Lima
Sonia Nussenzweig Hotimsky
Stella Maris Nicolau
Stella Maris Taciro
Stellamaris Pinheiro
Sueli Rodrigues Morano
Suely Feijo Broini
Susannah Calochorios Litvac
Suzana Aparecida Barroso
Suze Maurem Jacon
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MANIFESTO PELA DEMOCRACIA EM NOSSO PAÍS

Atravessamos um difícil período da história, convivemos com constantes ameaças por parte do atual governo, várias concretizadas. São afrontas à democracia que nos afastam da construção de um país mais igualitário onde todos possam ter vida melhor e digna. 
 

O atual governo tem trabalhado contra os interesses da população em todos os campos e isola o país do resto do mundo tanto na economia como na política. 
 

A área da saúde sofre redução de recursos, que aliada à desestruturação do Ministério da Saúde e à condução desastrosa do presidente, contrária ao conhecimento científico e à opinião dos especialistas, resultou em dezenas de milhares de mortes e sequelas evitáveis. 
 

O desprezo pela cultura, pela pesquisa e a educação são marcas deste governo, como também a fome, a precarização do trabalho e a degradação ambiental, não só, mas sobretudo na Amazônia e no Cerrado. Como se não bastasse, o governo estimula o armamento da população sob o argumento de autodefesa, gera confronto sem nenhum sentido com o Poder Judiciário, chegando a ameaçá-lo, e trabalha para deslegitimar o processo eleitoral mesmo sem nenhuma evidência de vicio no processo do voto eletrônico desde sua adoção.
 

Trata-se de um momento decisivo para nós e para a humanidade, visto que o Brasil pode exercer um papel importante de mediação e de pacificação numa conjuntura internacional complexa, como já o fez ao longo de sua história recente. Pode também ser um ator importante na luta contra o aquecimento global e na organização de respostas às emergências de saúde pública que são cada vez mais frequentes. 
 

Em outubro decidiremos entre a continuidade desta devastação cívica, econômica e social e a construção conjunta de um outro caminho, de políticas voltadas a eliminar a miséria, diminuir as desigualdades, garantir direitos, desenvolvimento científico e tecnológico que nos capacite a aumentar nossa potência no cenário mundial, de valorização da educação, do meio ambiente, de nossas riquezas naturais, do Sistema Único de Saúde. Não podemos nos omitir nesta disputa, cujo resultado será determinante para nós e nossas famílias, em uma perspectiva intergeracional.
 

Entre as candidaturas postas, não temos dúvida de que a chapa Lula-Alckmin é a que apresenta viabilidade eleitoral para reconstruir os pilares de nossa democracia e de uma sociedade que se caracterize pela atenção e diminuição das iniquidades sociais e econômicas, da intolerância e da violência. 

São Paulo, 8 de agosto de 2022

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