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Este é um espaço de manifestações da comunidade da Faculdade de Medicina da USP, do Hospital das Clínicas e do Hospital Universitário

Passado e presente

Se você é aluno(a) ou ex-aluno(a) da graduação ou pós-graduação, professor(a) ou ex-professor(a) da FMUSP  (cursos de Medicina, Fonoaudiologia, Fisioterapia e Terapia Ocupacional), residente  ou ex-residente, profissional do HC ou HU - assine este manifesto

VEJA QUEM JÁ ASSINOU

Naomi Kondo Nakagaw
Nayra Ganhito
Nicole Guimarães Cordone
Nicole Inforsato
Norma Azzam
Oduvaldo Goes
Olavo Henrique Munhoz Leite
Olinda Luiz
Oscar Manuel Aires Guimarães
Oswaldo Ferreira Leite Netto
Paolo Gripp
Patrick Áureo Lacerda de Almeida Pinto
Patrícia Forato Branquinho
Paula Bicudo
Paula Cristina Eiras Poço
Paula Ronsse Nussenzveig
Paulo Camargo
Paulo Roberto Stocco Romanelli
Paulo Sampaio Gutierrez
Paulo de Tarso Oliveira e Castro
Pedro Fukuti
Pedro Gabriel Godinho Delgado
Pedro Mascarenhas
Pedro Paulo Chieffi
Plinio Montagna
Priscila Camargo
Priscila de Souza Lepre
Pubenza Lopez
Rafael Freitas Colaço
Rafael Giannasi
Rafael Sartori Tartaglia
Rafael Stelmach
Rafael da Nóbrega Oliveira
Raquel Aparecida Casarotto
Raya Angel Zonana
Regina Yu Shon Chun
Reginalice Cera da Silva
Reinaldo Morano Filho
Renata Caricol Dell’Agnolo
Renata Hasue
Renata Zambonelli Nogueira
Renato
Renato Accioly
Renato Sheldon
Ricardo Amancio Dos Santos
Ricardo Carlos Cordeiro
Ricardo Rodrigues Teixeira
Ricardo Roizenblatt
Ricky Watari
Rita Lourenço
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MANIFESTO PELA DEMOCRACIA EM NOSSO PAÍS

Atravessamos um difícil período da história, convivemos com constantes ameaças por parte do atual governo, várias concretizadas. São afrontas à democracia que nos afastam da construção de um país mais igualitário onde todos possam ter vida melhor e digna. 
 

O atual governo tem trabalhado contra os interesses da população em todos os campos e isola o país do resto do mundo tanto na economia como na política. 
 

A área da saúde sofre redução de recursos, que aliada à desestruturação do Ministério da Saúde e à condução desastrosa do presidente, contrária ao conhecimento científico e à opinião dos especialistas, resultou em dezenas de milhares de mortes e sequelas evitáveis. 
 

O desprezo pela cultura, pela pesquisa e a educação são marcas deste governo, como também a fome, a precarização do trabalho e a degradação ambiental, não só, mas sobretudo na Amazônia e no Cerrado. Como se não bastasse, o governo estimula o armamento da população sob o argumento de autodefesa, gera confronto sem nenhum sentido com o Poder Judiciário, chegando a ameaçá-lo, e trabalha para deslegitimar o processo eleitoral mesmo sem nenhuma evidência de vicio no processo do voto eletrônico desde sua adoção.
 

Trata-se de um momento decisivo para nós e para a humanidade, visto que o Brasil pode exercer um papel importante de mediação e de pacificação numa conjuntura internacional complexa, como já o fez ao longo de sua história recente. Pode também ser um ator importante na luta contra o aquecimento global e na organização de respostas às emergências de saúde pública que são cada vez mais frequentes. 
 

Em outubro decidiremos entre a continuidade desta devastação cívica, econômica e social e a construção conjunta de um outro caminho, de políticas voltadas a eliminar a miséria, diminuir as desigualdades, garantir direitos, desenvolvimento científico e tecnológico que nos capacite a aumentar nossa potência no cenário mundial, de valorização da educação, do meio ambiente, de nossas riquezas naturais, do Sistema Único de Saúde. Não podemos nos omitir nesta disputa, cujo resultado será determinante para nós e nossas famílias, em uma perspectiva intergeracional.
 

Entre as candidaturas postas, não temos dúvida de que a chapa Lula-Alckmin é a que apresenta viabilidade eleitoral para reconstruir os pilares de nossa democracia e de uma sociedade que se caracterize pela atenção e diminuição das iniquidades sociais e econômicas, da intolerância e da violência. 

São Paulo, 8 de agosto de 2022

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