Este é um espaço de manifestações da comunidade da Faculdade de Medicina da USP, do Hospital das Clínicas e do Hospital Universitário
Passado e presente
VEJA QUEM JÁ ASSINOU
Fernanda Santucci Morettini |
Fernando Aurélio Calligaris Galvanese |
Fernando Galassi Stocco Neto |
Fernando Sfair Kinker |
Filomena Mariko Amaro Takiguti |
Flávia |
Flávio de Almeida Junior |
Francini Rossetto de Oliveira |
Francisco Carlos de Brito |
Francisco Drumond Marcondes |
Francisco Garcia Soriano |
Francisco J Bueno de Aguiar |
Frederico Berardo |
Frederico Leon Arrabal |
Gabriel Vansuita Valente |
Gabriel Ventura |
Gabriela Junqueira Calazans |
Georg Tuppy |
Geraldo Cavalcanti Pereira Junior |
Gerson Sobrinho Salvador de Oliveira |
Gil Benard |
Gilberto Luiz Scarazatti |
Gilcineia J A Eleutério |
Gladys Villas Boas do Prado Melo |
Glauco Cabral Marinho Plens |
Grécia Conceição Soares da Motta Galvanese |
Gulnar Azevedo e Silva |
Gustavo Faibischew Prado |
Heleno Rodrigues Corrêa Filho |
Helio Arthur Bacha |
Heloana Aparecida Jacinto Marinho |
Henrique Grunspun |
Herbeni Cardoso Gomes |
Hermes m o Alcântara |
Hillegonda Maria Dutilh Novaes |
Horacio Gomes Pereira Filho |
Hélio Neves |
Iacy Galati |
Iago Navas Perissinotti |
Iara Alves de Camargo |
Iara Czeresnia |
Iole Lebensztajn |
Isabel C N Sacco |
Isabela Martins de Souza |
Israel Montefusco Florindo |
Issa Fernando Sarraf Mercadante |
Ivana Del Guercio Bueno |
Ivana Ruggieri |
Ivete Boulos |
Jean Marcos de Souza |
MANIFESTO PELA DEMOCRACIA EM NOSSO PAÍS
Atravessamos um difícil período da história, convivemos com constantes ameaças por parte do atual governo, várias concretizadas. São afrontas à democracia que nos afastam da construção de um país mais igualitário onde todos possam ter vida melhor e digna.
O atual governo tem trabalhado contra os interesses da população em todos os campos e isola o país do resto do mundo tanto na economia como na política.
A área da saúde sofre redução de recursos, que aliada à desestruturação do Ministério da Saúde e à condução desastrosa do presidente, contrária ao conhecimento científico e à opinião dos especialistas, resultou em dezenas de milhares de mortes e sequelas evitáveis.
O desprezo pela cultura, pela pesquisa e a educação são marcas deste governo, como também a fome, a precarização do trabalho e a degradação ambiental, não só, mas sobretudo na Amazônia e no Cerrado. Como se não bastasse, o governo estimula o armamento da população sob o argumento de autodefesa, gera confronto sem nenhum sentido com o Poder Judiciário, chegando a ameaçá-lo, e trabalha para deslegitimar o processo eleitoral mesmo sem nenhuma evidência de vicio no processo do voto eletrônico desde sua adoção.
Trata-se de um momento decisivo para nós e para a humanidade, visto que o Brasil pode exercer um papel importante de mediação e de pacificação numa conjuntura internacional complexa, como já o fez ao longo de sua história recente. Pode também ser um ator importante na luta contra o aquecimento global e na organização de respostas às emergências de saúde pública que são cada vez mais frequentes.
Em outubro decidiremos entre a continuidade desta devastação cívica, econômica e social e a construção conjunta de um outro caminho, de políticas voltadas a eliminar a miséria, diminuir as desigualdades, garantir direitos, desenvolvimento científico e tecnológico que nos capacite a aumentar nossa potência no cenário mundial, de valorização da educação, do meio ambiente, de nossas riquezas naturais, do Sistema Único de Saúde. Não podemos nos omitir nesta disputa, cujo resultado será determinante para nós e nossas famílias, em uma perspectiva intergeracional.
Entre as candidaturas postas, não temos dúvida de que a chapa Lula-Alckmin é a que apresenta viabilidade eleitoral para reconstruir os pilares de nossa democracia e de uma sociedade que se caracterize pela atenção e diminuição das iniquidades sociais e econômicas, da intolerância e da violência.
São Paulo, 8 de agosto de 2022