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Este é um espaço de manifestações da comunidade da Faculdade de Medicina da USP, do Hospital das Clínicas e do Hospital Universitário

Passado e presente

Se você é aluno(a) ou ex-aluno(a) da graduação ou pós-graduação, professor(a) ou ex-professor(a) da FMUSP  (cursos de Medicina, Fonoaudiologia, Fisioterapia e Terapia Ocupacional), residente  ou ex-residente, profissional do HC ou HU - assine este manifesto

VEJA QUEM JÁ ASSINOU

Davi Rumel
Denise
Denise Brandão de Assis
Denise Dias Barros
Diego Wallace Nascimento
Diogo Berto Campos
Dirce M. T. Zanetta
Diva Reale
Diógenes Coelho
Dulce Maria Senna
Edmara Rodrigues
Edmilson Micali
Edna Machado
Edson Fernandes de Faria
Eduardo Dutra Pastor
Eduardo Leal
Eduardo Lyra de Queiroz
Eduardo de São Thiago Martins
Eleni Márcia D’ Antônio Pires
Eleonora Haddad Antunes
Eliana Battaggia Gutierrez
Eliane Barbosa de Oliveira Ribeiro
Eliane Oliveira Neves Bussoloti
Elias Albino Theophilo
Elisabeth Lima Nicodemo
Eliseu Waldman
Elizabeth Araújo Lima
Elnara Negri
Emerson Elias Merhy
Emmanuel Burdmann
Emmanuel Nunes de Souza
Enis Donizetti Silva
Erika Furikawa
Ester Cerdeira Sabino
Eucenir Fredini Rocha
Euclides Castilho
Euthymia Brandão de Almeida Prado
Eva Teresa Skazufka
Evaldo S A Araujo
Evaldo S Kuniyoshi
Expedito Luna
Fabio Campos Leonel
Fabio Tapia Salzano
Fabiola Vieira Duarte Baptista
Fatima Corrêa Oliver
Fausto Figueira de Mello Junior
Felício Lopes Roque
Fernanda Cristina Nunes Silva
Fernanda Nicacio
Fernanda Nogueira
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MANIFESTO PELA DEMOCRACIA EM NOSSO PAÍS

Atravessamos um difícil período da história, convivemos com constantes ameaças por parte do atual governo, várias concretizadas. São afrontas à democracia que nos afastam da construção de um país mais igualitário onde todos possam ter vida melhor e digna. 
 

O atual governo tem trabalhado contra os interesses da população em todos os campos e isola o país do resto do mundo tanto na economia como na política. 
 

A área da saúde sofre redução de recursos, que aliada à desestruturação do Ministério da Saúde e à condução desastrosa do presidente, contrária ao conhecimento científico e à opinião dos especialistas, resultou em dezenas de milhares de mortes e sequelas evitáveis. 
 

O desprezo pela cultura, pela pesquisa e a educação são marcas deste governo, como também a fome, a precarização do trabalho e a degradação ambiental, não só, mas sobretudo na Amazônia e no Cerrado. Como se não bastasse, o governo estimula o armamento da população sob o argumento de autodefesa, gera confronto sem nenhum sentido com o Poder Judiciário, chegando a ameaçá-lo, e trabalha para deslegitimar o processo eleitoral mesmo sem nenhuma evidência de vicio no processo do voto eletrônico desde sua adoção.
 

Trata-se de um momento decisivo para nós e para a humanidade, visto que o Brasil pode exercer um papel importante de mediação e de pacificação numa conjuntura internacional complexa, como já o fez ao longo de sua história recente. Pode também ser um ator importante na luta contra o aquecimento global e na organização de respostas às emergências de saúde pública que são cada vez mais frequentes. 
 

Em outubro decidiremos entre a continuidade desta devastação cívica, econômica e social e a construção conjunta de um outro caminho, de políticas voltadas a eliminar a miséria, diminuir as desigualdades, garantir direitos, desenvolvimento científico e tecnológico que nos capacite a aumentar nossa potência no cenário mundial, de valorização da educação, do meio ambiente, de nossas riquezas naturais, do Sistema Único de Saúde. Não podemos nos omitir nesta disputa, cujo resultado será determinante para nós e nossas famílias, em uma perspectiva intergeracional.
 

Entre as candidaturas postas, não temos dúvida de que a chapa Lula-Alckmin é a que apresenta viabilidade eleitoral para reconstruir os pilares de nossa democracia e de uma sociedade que se caracterize pela atenção e diminuição das iniquidades sociais e econômicas, da intolerância e da violência. 

São Paulo, 8 de agosto de 2022

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